Segurança e flexibilidade no relacionamento

Relacionamentos são uma maneira de nos sentirmos amados e de compartilharmos uma parte de nossas vidas com quem nos apoia e nutre. Queremos nos sentir com segurança, auto-confiança e flexibilidade, relaxar no amor da outra pessoa.

Muitas vezes buscamos segurança controlando nosso parceiro. Assim, somos atraídos pela ideia de que se conseguirmos que nosso parceiro faça o que queremos, estaremos seguros. Por outro lado, sendo compassivos e aceitando restrições, “damos segurança” ao parceiro na esperança de que ele retribua da mesma forma, mas assim ferimos nossas liberdades individuais.

A segurança pautada na ação de outra pessoa é frágil e facilmente abalada – é impossível ser totalmente responsável pela sensação de segurança do outro. Podemos prover um ambiente compassivo e de apoio fornecendo reforço, escuta e agindo de maneira cuidadosa. O trabalho pessoal sempre é fundamental.

Saber que um parceiro é livre para ir, mas escolhe ficar, é algo muito mais honesto do que de sua permanência por obrigação.

Escolher mergulhar na auto-responsabilidade pode ser um trabalho assustador e muito desconfortante: encarar nossos demônios internos não é nada fácil. A mente inventa sua própria evidência e sustenta suas próprias premissas.

É importante construir relacionamentos de forma que as pessoas possam se sentir seguras e pertencentes, com expectativas básicas nas quais possam se apoiar.

No entanto, é essencial que elas também fluam segundo suas escolhas e liberdades – estes não são objetivos mutualmente excludentes.

É preciso saber: as relações mudam o tempo todo. Muito provavelmente elas vão mudar de maneiras que você não espera. Tentar abafar essas mudanças com regras provavelmente não vai funcionar.

Disrupção é um fato na vida de todos. Trabalho, problemas econômicos, problemas familiares, ter filhos, mudar de cidade, adoecer – tudo isso é disruptivo!

Assim como quando escolhemos aceitar um novo trabalho ou ter filhos, aceitamos que essas escolhas vão mudar nossas vidas.

É preciso examinar não somente as expectativas que temos de que nosso parceiro talvez nunca mude em alguns aspectos, mas também examinar as expectativas sobre como e quando ele vai mudar. As pessoas não mudam sempre da maneira ou no tempo que queremos, mas bons relacionamentos sempre nos transformam.

Ser resiliente e flexível é uma grande sabedoria. É preciso cultivar um forte sentido de segurança aceitando que vamos todos cometer erros, construindo consistência

Flexibilidade promove a resiliência, nos ajuda a se adaptar aos ventos sem se quebrar no meio.

Psicoterapia de casal

Para casais, a mediação de um profissional pode ser crucial. Muitos buscam terapia por causa de um conflito específico, mas descobrem que este conflito inicial esconde outros problemas subjacentes, muitas vezes não ditos ou percebidos por nenhum dos dois.

Conviver é um desafio que exige aprendizado e prática para ser saudável.

Nossa relação com nossos pais e a maneira como lidamos com nossa sexualidade influenciam bastante a forma como nos relacionamos.

Não importa o quanto você queira controlar, os relacionamentos sempre vão procurar sua própria

expressão verdadeira.

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